Ulysses Teixeira ( ulyssesteixeira )
Biografia Ulysses Teixeira ( ulyssesteixeira ) en artistasdelatierra.com


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Usuario: uteixeira
País: Brasil
Miembro desde:
2007-11-15
Web personal

Ulisses Luís Antônio Reis Teixeira nasceu em União da Vitória, Paraná, segundo filho de Nilce da Silva Reis Teixeira e de Affonso Reis Teixeira Filho. O casal que já tinha uma filha de nome Virgínia, gêmea de outra que falecera, teria mais três filhos:Marcos Vinício, Paulo de Tarso falecido ainda pequeno e Siomara de Cássia. Ulysses passou toda a sua infância e adolescência em União da Vitória.Em 1965 inicia seus estudos na Escola Lina Forte, no Bairro Rio D'areia, em União da Vitória. Em 1970 ingressa no Colégio São José, em Porto União. A partir daí começa o seu gosto pela literatura, principalmente de Vinícius de Moraes, Augusto dos Anjos, e de vários outros.Também começa a ter contato com a pintura e o desenho.Matérias que o levariam mais tarde a formar-se na Escola de Belas Artes em Curitiba. No ano de 1971 participa de um curso de pintura das Tintas Acrilex, na Livraria Giza, em União da Vitória. Essa experiência o levaria a querer alçar vôos mais altos como artista. Nesse mesmo ano ingressa no Atelier de Pintura de Sônia Will Bortolon, aonde tem encaminhado para sempre o seu destino como artista. Sempre dedicado aos estudos, passa horas e horas dos seus dias a rabiscar folhas e mais folhas de papel.Desenha, cria, inventa; copia, reproduz incansavelmente.Ulysses era também solicitado pelos colegas de turma para que desenhasse. E o fazia sempre e sem demora.Não tinha folga nem nas férias, pois nelas praticava o seu desenho e escrevia seus primeiros versos baseados em Casimiro de Abreu e em Vinícios de Moraes.Romântico, lia poemas dos dois, e fazia aquilo com prazer e diariamente. Em 1975 publica seus primeiros versos, no Jornal Caiçara de União da Vitória, de propriedade da família Augusto Sá. Da editoria do Jornal, da família e dos amigos recebe profundo incentivo para que continue escrevendo seus versos. Publica-os constantemente. Em 1977, paralelamente a pintura e aos poemas, abraça a carreira de atleta. Mas diferente também dos amigos em comum que preferem o futebol, Ulysses passa a se dedicar ao caratê, levado pelo seu irmão Marcos. Nesse esporte dedica-se com igual vontade. Sonha em ser campeão do estado, coisa que seria, por várias vezes, integrando também a seleção do estado do Paraná em Campeonatos importantes pelo país. Em 1978, termina seus estudos secundários no Colégio São José. Não ingressa na carreira militar como muitos dos seus amigos o fizeram. Ao invés parte para Curitiba, para fazer cursos de preparação para o vestibular. Seu grande sonho sempre foi a Escola de Belas Artes, mas primeiro tenta, sem sucesso, realizar concursos para Educação física, Engenharia civil e arquitetura. Por fim, depois de vários insucessos, vai fazer o que sempre sonhou: ingressar na Escola de Musica e Belas Artes e tornar- se Bacharel em Pintura. O ano é 1981. Estuda e treina; pinta e escreve. Assim foi sua vida em Curitiba, desde que chegou e foi aprovado no vestibular da EMBAP ( Escola de Música e Belas Artes do Paraná ). Foram sucessivas vitórias no caratê. Freqüenta mostras de pinturas e exposições coletivas e individuais. Vê seu nome aparecer na imprensa e é chamado de o " Bosch Tropicalista ", pela crítica de arte e professora de história da arte Adalice Araújo. Ganha, no Salão Curitiba Arte 5, prêmio nacional em pintura. Considerado um dos maiores desenhista brasileiros da geração de 80, segundo artigo publicado no jornal Gazeta do Povo, expõe seus trabalhos no Sesc da Esquina em Curitiba, lugar aonde mais tarde, teria censurada uma de suas exposições mais importantes. Ulysses continua a escrever seus versos e realizar seu trabalho como pintor e desenhista, e começa a trabalhar em agências de publicidade, para sobreviver. Assim, profissionalmente vivendo, passará por diversas agências de publicidade em Curitiba. Termina a Escola de Belas Artes. O ano é 1985. Em 1986 casa-se em União da Vitória com Joana Smykaluk, ela natural de Cruz Machado, no Paraná. Passam a residir no bairro Xaxim, em Curitiba. Nasce sua filha, Danyelle.O casal vive bem até 1988, ano que se separam. Ainda neste mesmo ano volta para União da Vitória e junto com pintores locais, como Amadeu Bona, Renato Ruschel e Beatriz Bolbuck entre outros, funda a Associação de Artistas da cidade, que tem a sua primeira reunião na Faculdade de Filosofia. Realiza os murais, que ficariam muito conhecidos nas cidades, sobre as enchentes e um em especial, que passou a fazer parte da história das cidades gêmeas, sobre o monge João Maria. Painel este pintado na parede lateral da faculdade, que atraiu e atrai ainda hoje, a atenção dos munícipes e de turistas que visitam a cidade. Ulysses passou a ser considerado pela imprensa local o introdutor do modernismo na cidade e influenciou com sua arte, vários jovens artistas locais. Em 1990 volta a viver com sua esposa Joana e com a filha Danyelle, em Curitiba. Afastado das exposições e dos encontros culturais, o artista pinta e escreve. Agora mais livre, volta sua atenção as paisagens de sua terra natal, União da Vitória e se dedica a pintura de flores e animais. Também volta para a propaganda e começa a desenvolver sites para a Internet. Em 1997, depois de afastado por um longo período dos treinamentos de caratê, Ulysses volta à academia para continuar seus estudos nessa arte marcial. Faz exame e obtém o 3º Dan e começa em junho de 2000 a dar aulas em academias. Depois do ano 2000 decide abandonar de vez a propaganda. O apelo de sua arte, faz- se mais forte. Pinta incessantemente. Seus motivos são inteiramente de atelier. Faz seus arranjos: flores, vasos, esculturas, pássaros empalhados que consegue pintar cheios de vida. Paralelo a isso tudo, desenha. Prepara uma grande exposição. O ano? Não se preocupa. Sabe que virá em tempo certo. Cético, não acredita nas instituições, nem na política. Apenas na arte e se dedica à ela com força leonina. Cria incansavelmente e isso lhe basta. O ano é 2005. Curitiba está fria...é inverno. O tempo segue... 

ANÁLISE CRÍTICA

PORTUGUÊS

" Em sua fase atual, dentro de uma releitura pós-moderna, extremamente irônica e grotesca, recria, à sua maneira, os mitos gregos, transportando- os para o clima de hoje, que vive grandes contradições a nível internacional e os hediondos crimes sociais, a nível local. Ele funde correntes e características, aparentemente antagônicas como: requinte do maneirismo, hiperrealismo, simbolismo, deformação expressionista, toque pop da publicidade, kitsch do estereótipo, pesadelo surrealista e ícones do paranísmo. Traz para o limiar do século XXI, os íncubos e súcubos da Idade Média que tanto se assemelham à realidade contemporânea de nosso país, que, em ritmo acelerado está ingressando no 4º mundo. Com uma visão apocalíptica pinta as grandes Festas Dionisíacas. Impregnadas de forte simbolismo, surgem - sempre de perfil - figuras híbridas com as mais estranhas metamorfoses de peixes em porcos e, seres humanos em animais. O fantástico Tritão é o guerreiro, o monstro, o dono do rio traiçoeiro que durante as cheias devora casas, cercas, postes, carros e pessoas. O erotismo é um subterfúgio antropofágico, através do qual, o artista desnuda o " underground ", a face oculta da nossa sociedade, do consumo e do capitalismo selvagem. O clima de alucinante tropicalismo que ele propõe, contém através dos ícones paranistas, as referências geográficas ao nosso estado e a União da Vitória, sua cidade natal. Ulysses Teixeira utiliza um estilo pessoal para soltar os seus daimons íntimos e comentar a nossa trágica realidade econômico social. O paraíso que nos propõe é, sem dúvida delirante; o que faz dele um autêntico Bosch Tropicalista e Paranista ". 

ADALICE ARAÚJO é Crítica de Arte, Professora de História da Arte e Jornalista em Curitiba.


INGLÊS 

"In his present phase, inside a post-modern rereading, extremely sarcastic and bizarre, he creates again, in his particular way, the Greek myths, carrying them to today's atmosphere, which presents great contradictions in terms of international level, and through the hideous crimes, the local level. He merges streams and features, apparently adversative like: refinement of the mannerism, hyperrealism, symbolism, expressionist deformation, publicity's pop touch, stereotype's kitsch, surrealistic nightmare, and the icons of "paranaísmo". It brings to the threshold of the XXI century, the incubi and succubi of the Middle Ages, that so much relates to the present reality of our country, which, at a quick step, is entering the 4th world. With an apocalyptic sight, he paints the great Dionysian Parties. Imbued by strong symbolism, there are, always in profile, hybrid figures with the strangest metamorphosis of fishes into pigs and human beings into animals. The terrific Triton is the warrior, the monster, the owner of the perfidious river which during the floods devours houses, fences, studs, cars and persons. The eroticism is an anthropophagyc subterfuge, through to what the artist denudates the underground, the hidden face of our society, of consumption, of the savage capitalism. The climate of hallucinated tropicalism that he proposes, encloses through the "paranistas", the geographic references to our State (Paraná)and to União da Vitória, his home town. Ulysses Teixeira makes use of a personal style in order to set free his intimate demons and expound our tragic social economical reality. The paradise he proposes us is doubtless delirious, what makes him an authentic Bosch "Tropicalista" and "Paranista". 

ADALICE ARAÚJO is an Art Critic, Professor of History of Arts and Journalist in Curitiba. --------------------------------------------------------------------------------


OUTRAS ANÁLISES 

" Com suas pinturas à óleo, Ulysses expõe,
num desafio à indiferença do expectador,
tormentos físicos e de alma; discute a providência divina;
satiriza, convidando à reflexão e à discussão ". 

"With his oil paintings, Ulysses shows,
challenging the expectator's apathy,
physical and soul torments; he discusses the divine providence;
satirizes and invites to a reflection and discussion."
 

Mirtis Vallim- Jornalista/ Journalist
 

" Uma obra inquietante que nos faz repensar nossos valores.
Por isso, melhor do que falar, é sentir a obra do artista ". 

"A disturbing artistic creation, that makes us think of our worths.
Therefore, better than talking about his creations is to feel them." 

Antony Smith - Publicitário/ Publicity Agent 

" As inquietações de Bosch, os sentimentos de luz de Renoir,
as sombras de Manet, Os beijos de Klimt
e a angústia de Munch. 
Há um mundo nas telas de Ulysses Teixeira ". 

"The uneasiness of Bosch, the enlightened feelings of Renoir,
the shadows of Manet, the kisses of Klimt
and the affliction of Munch.
 
There's a world inside Ulysses Teixeira's pictures." 

Dimas Conceição de Lima - Professor de História/ Professor of History

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